Redesenhei o autoatendimento financeiro da maior construtora da América Latina, transformando um fluxo de renegociação com alta taxa de abandono em um canal digital com 27% de engajamento e 14% de conversão autônoma no piloto.
Produto digital de pós-compra da MRV, responsável por cobranças, pagamentos e renegociação de dívidas. Atendia mais de 2,5 milhões de clientes com financiamentos de até 35 anos, gerando impacto direto em custo operacional e satisfação.
A renegociação digital existia mas tinha conversão baixa. Os clientes iniciavam o processo no app mas não completavam o acordo. O resultado era migração para o call center, inflando custos operacionais e gerando insatisfação.
A proposta aparecia no fluxo mas não comunicava segurança. Faltava transparência no progresso, a linguagem era técnica e intimidadora, e a interface tratava todos os clientes da mesma forma, independente do seu estado financeiro.
O cliente chegava à proposta mas desistia. Sem indicadores de progresso, a incerteza sobre aprovação gerava desistência em 12 pontos mapeados no fluxo.
A interface não transmitia segurança para uma decisão financeira de longo prazo. Faltavam sinais visuais de que o processo estava funcionando corretamente.
Cada erro no autoatendimento gerava uma ligação ao call center. Duração média de 8 minutos por chamada, com volume crescente mês a mês.
Jargão financeiro dominava a interface. Mais de 40 termos como "encargo moratório" bloqueavam a ação do cliente e geravam insegurança.
O desafio central era simplificar a tomada de decisão sem remover informação financeira obrigatória. Menos não podia significar menos seguro.
Aumentar renegociações no autoatendimento sem introduzir novas etapas ou dependência de atendimento humano.
Período do piloto: 2 sprints. Metodologia de growth com ciclos curtos de desenvolvimento orientados a experimentação e melhoria de resultados.
A acessibilidade cognitiva orientou cada decisão. Combinei microinterações com copywriting de baixa carga cognitiva e hierarquia visual que cria sinais claros de oportunidade e progresso dentro do fluxo financeiro.
A interface muda de tom conforme a situação financeira do cliente evolui. Cinco estados progressivos, dos 46% aos 100% da jornada. Cada estado com hierarquia visual, copy e microinterações específicas.





O extrato financeiro foi redesenhado com filtros por categoria (MRV, Cartório, Banco), estados claros para boletos pagos e pendentes, e ações diretas que eliminam ambiguidade. O percurso foi construído para que o cliente escolha, devolva a confiança e feche o acordo com autonomia.


Extrato financeiro: filtros por categoria com estados visuais claros para pagos e pendentes.


Boletos pendentes e detalhamento bancário com ações diretas visíveis.
Cada padrão documentado como design tokens e componentes escaláveis: paleta semântica, escala tipográfica, sistema de espaçamento, shadow e opacidade. A base visual garantiu consistência entre os três domínios do produto.
Cores de marca e suporte.
Tipografia e espaçamento.
Visão geral: os diferentes estados e telas do ecossistema financeiro redesenhado.

Em fluxos financeiros sensíveis, a ausência de sinalização é tão prejudicial quanto o excesso de informação. O cliente precisa de sinais claros de que está no caminho certo, especialmente quando o próximo passo envolve dinheiro.
Microinterações aplicadas com critério aumentam a acessibilidade sem comprometer a hierarquia ou o desempenho do sistema. O crescimento sustentável veio de ciclos curtos orientados a experimentação, não de grandes reformulações.